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Introdução ao RPG

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1 Introdução ao RPG em Seg Jan 05, 2015 12:02 am

Alterax

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Admin
O intuito deste tópico é contar aos jogadores sobre épocas passadas e também informar sobre a situação política e social de cada cidade, a começar sobre a divisão de tempo:

A divisão do tempo dentro de Eshmir é simples. Não existe um limite de tempo para começar uma nova época. Esta se inicia quando acontece algum evento que mudará a situação de todos: Esta época então é chamada de Era. Esse sistema passou a ser utilizado (Ou seja, a primeira era começou) após o início da Grande Guerra. Atualmente, vivemos a terceira era de Eshmir, a qual até agora não mostrou pelo que será marcada. As outras duas que já ocorreram marcaram bem suas características. Sendo assim, é fácil definí-las:

 Primeira Era (Era da Expansão) :

 
A primeira era, como citado, começa com o início da Grande Guerra, a qual se especula ter durado 500 anos. Esta, basicamente, foi uma disputa entre dois grupos humanos e mais os elfos que acabaram se envolvendo por território. Durando cerca de mil e duzentos anos, a Era da Expansão, como ficou conhecida, foi marcada principalmente pelo formar de reinos e mais reinos que eram destruídos ou cresciam. Elvarin, Hammerfall e Gratheim (Pré-Hyacinth antes de se unir a pequenos vilarejos) foram criados na metade da Era da Expansão. É sabido também que outros reinos e raças desenvolveram-se separadamente das popularmente conhecidas e permanecem ocultas até os dias de hoje.
   
É nesta era que fora criada a Marca da Guerra, sendo seus responsáveis um dos reinos humanos, Gratheim - o qual venceu o conflito por território através da rendição inimiga - com o auxílio de Elfos os quais apoiavam seus propósitos políticos e também religiosos.
 
  Segunda Era (Era da Divisão)

 
A Era da Divisão, como ficou conhecida, se iniciou após a Reunião das Três Potências, que envolveu diversos reis e comandantes que se reuniram próximos às florestas de Hyacinth para debater sobre a divisão de territórios para anões, elfos e humanos. Essa reunião terminou pacífica e satisfatória, pelo menos foi o que pareceu. Após um tempo, na metade da Era da Divisão, entretanto, por motivos religiosos, Elfos exigiram algumas terras ao norte de Hammerfall que pertenciam aos anões. Devido a isso, iniciou-se a Batalha pela Neve que durou cerca de 300 anos e terminou com a retirada das tropas pelo local após a invasão de grande escala por mortos-vivos, que destruiram grande parte do reino anão localizada no extremo norte da região gélida.

A rixa entre elfos e anões, apesar do fim da guerra, existe até hoje. Os anões ficaram com seu território que sobrou ao norte. Os elfos ficaram com Elvarin e seu recém adquirido território, Quorin'Val. Quanto aos humanos, ficaram com três terras que vieram a se tornar praticamente uma só. A Era da Divisão, resumidamente, foi uma época mais curta que a Era da Expansão e marcada pela Batalha pela Neve.

Foi no fim da Era da Divisão, também, que Hyacinth enriqueceu desenfreadamente devido à motivos político-sociais. Foi também nesta época que uniu-se à Hyacinth a família Crimson, um clã composto por feiticeiros hábeis capazes de manipular o sangue. Embora mal vistos pela nobreza, seus guerreiros eram de poder absurdo e sempre retornavam ao reino com nada menos do que a cabeça de seus inimigos em mãos, o que lhes dava a proteção da coroa — mas não impedia a zombaria dos nobres.
 

 Era Atual

 
A Era atual se iniciou a partir do término da Batalha pela Neve. Muitos estudiosos apontam que essa era pode ser tanto catastrófica quanto um período para enriquecer. Ela atualmente possui 80 anos e seu principal marco foi a tomada da família Graetha no trono de Hyacinth após a duvidosa morte de seu verdadeiro herdeiro.



As Cidades


Dunwich

Dunwich foi, uma vez, uma cidade agrícola de humanos que mantinha poucas relações exteriores e contava com um regime básico socialista. Basicamente, tudo era de todos enquanto o rei comandava o comércio exterior e controlava o dinheiro do pequeno reino. Essa política durou e se manteve enquanto a cidade sobreviveu, podendo se manter sem enriquecer ou deixar seus moradores passar fome. Essa peculiaridade política morreu junto com Dunwich quando foi descoberto o roubo de produtos de Hyacinth em Dunwich. Sendo uma cidade onde tudo é de todos e com pouca segurança, a superpotência infiltrava facilmente pessoas dentro de Dunwich e podia pegar os produtos para si e então vender. O comandante da pequena cidade agrícola enfureceu-se e declarou guerra a Hyacinth, sendo facilmente derrotado. A partir deste evento, que ocorreu no fim da Era da Divisão, Dunwich se tornou um mistério. A cidade agora é só ruínas, onde poucas pessoas são vistas.

 A nova Dunwich é temida e sinistra, conhecida a fundo apenas por aqueles que ainda a habitam. Antes de ser destruída e saqueada por Hyacinth, seus moradores eram praticantes da religião padrão de Eshmir. Após sua queda, entretanto, existem diverssos rumores que os ainda habitantes da cidade morta praticam outra religião.



Quorin'Val

 Comandada por Eladrins e diferentemente de Elvarin, Quorin'Val aceita e apoia imigração e é assim que se desenvolve. A cidade é considerada uma das mais belas de Eshmir, e daí vem uma importante parte de sua economia: O lazer. Elfos nres estão todos em Quorin'Val, visto que Elvarin é algo mais primitivo e preservador.

 Quorin'Val tem uma economia bastante ampla, dentro e fora da própria cidade. Pessoas de todas as raças e especializações profissionais vão a Quorin'Val para ter novas oportunidades, e lá quase sempre as encontram. A exportação e importação marítima de Quorin'Val é a maior de Eshmir.

 É difícil definir o cenário social de Quorin'Val, visto que metade de seus moradores são elfos e a outra metade é uma mistura de raças, mas as pessoas no geral são estressadas por lá e as raças mistas não interagem muito com as outras.

 Quorin'Val não tem uma milícia definida, a maioria dos seus soldados são estrangeiros, alguns são elfos nativos e alguns são mercenários. Quorin'Val se envolveu ligeiramente com a Batalha pela Neve, mais oferecendo recursos para Elvarin do que enviando tropas. Fora isso, sempre foi uma cidade que apenas cuidou de si.



Elvarin

 
Elvarin é a cidade élfica mais antiga de Eshmir e também a mais preservadora, adotando a cultura de seus antepassados até os tempos atuais. Suas crenças, tradições e sua hierarquia são as mesmas desde o começo dos tempos Sendo assim, todos os elfos entendem suas funções e estão em perfeita harmonia.

 A localização de Elvarin, apesar de fazer com que sua estrutura seja frágil, traz boas vantagens aos elfos. Eles conhecem melhor do que qualquer outra raça seu terreno, além de que acostumaram-se a viver em ambientes naturais. Sua economia é baseada na caça e na extração mineral. Seu comércio é realizado principalmente com Quorin'Val, cidade também élfica e portuária.

 No cenário social, os moradores de Elvarin tem uma ótima harmonia por seguirem todos as mesmas crenças e respeitarem suas origens. Essa também é a principal arma militar da cidade élfica. Isso, entretanto, contribue para que os elfos socializem apenas com eles mesmos. Elvarin permanece fechada com os humanos e os elfos, comercializando apenas com Quorin'Val e ajudando alguém apenas se é interessante para o seu povo.

 No cenário militar, os elfos tem um exército numeroso e comunicativo, e foi assim e com a ajuda de Quorin'Val que pôde enfrentar os anões na Batalha pela Neve, que ocorreu durante a Era da Divisão.



Hamerfall

Hamerfall foi uma das primeiras cidades a serem fundadas e a capital dos anões quando essa raça tinha mais de um território. Sua defesa extremamente reforçada vem sendo aprimorada ao longo dos anos desde o começo da Era da Expansão. Essa, aliás, é a melhor arma da cidade: Sua defesa. Por toda Eshmir é conhecido o poder defensivo dos muros impenetráveis de Hammerfall, e foi assim que os anões aguentaram os ataques undeads e élficos na guerra conhecida por Batalha pela Neve. Sendo um reino tão antigo e fechado, isto é, que não é muito influenciado cultural e socialmente por outras raças, é explicável toda a organização encontrada em Hammerfall, mesmo que os anões não sejam do tipo que mais coopera entre si.

 Dentro de Hammerfall, tudo é bem definido. Até mesmo a geografia da cidade é organizada, sendo cada pequeno bairro separado e enumerado. A eleição de um rei, diferente de todos os outros reinos, é feita através de uma assembléia formada por 20 anões. Cada um, após 10 anos na assembléia, deve escolher alguém para substituí-lo. Nao há requerimento algum fora ser homem e nunca ter feito parte da assembléia para ser elegido.

 No cenário social dos anões não existem muitas peculiaridades. As mulheres em Hammerfall tem direitos mínimos e só podem pertencer a um homem durante toda a vida, enquanto esse homem tem o pleno direito de traí-la. A magia dentro de Hammerfall é zombada, mas isso não inclui a tecnomagia

 A economia de Hammerfall é baseada na extração mineral e no desenvolvimento de tecnologia. A cidade está sob o pagamento de Hyacinth para que desenvolvam sua tecnologia, e em troca a superpotência humana tem uso exclusivo dessa tecnologia. As mais ultrapassadas são vendidas aos outros reinos.



Innsmouth

 Innsmouth é um reino recente que foi fundado por Hyacinth no fim da Era da Divisão. Sempre foi aproveitada por Hyacinth, que vendia muito para a pequena cidade pesqueira. Seus portos também sempre foram abertos para Hyacinth sob o pagamento da superpotência. Entretanto, à medida que Hyacinth cresceu e soube sobreviver bem com o apoio de cidades próximas, foi cessando o comércio com a pequena Innsmouth. Desde então, a economia da cidade portuária despencou e ela logo entrou em anarquia.

 Antes da estranha "desaparição de Innsmouth" do mapa, seu governo era hereditário assim como Hyacinth. Hoje ninguém a governa.



Breonne
 
 Breonne, como todos em Eshmir devem saber, é conhecida por seu poderoso exército e histórico impecável de vitórias militares. Todos em Breonne são treinados para combate. O sonho de qualquer criança, os heróis da sociedade e até mesmo o rei de Breonne; tudo é baseado nos militares da cidade. Breonne foi fundada como um vilarejo de garimpeiros no fim da Era da Expansão, e só no meio da Era da Divisão que foi descoberta então o quão abençoado era o território. A extração mineral de Breonne é a que mais rende dinheiro em Eshmir e também a mais avançada por conta da tecnologia emprestada por Hyacinth, essa fornecida pelos anões. Manter esse território, entretanto, requeriu diversas guerras contra anões, elfos e até mesmo outros humanos. Foi nessa época que Breonne se desenvolveu tanto na parte militar. Durante essa época de confrontos, antes de formar seu laço com Hyacinth, Breonne mantinha uma perfeita neutralidade para que todas as suas forças ficassem no reino caso fosse preciso.

 O atual rei, Oitavo Campeão de Breonne, vem mantendo a tradição de sua família no trono, a qual possui um histórico impressionante de boa liderança militar e política, e isso sempre rende à família a esmagadora maioria dos votos. Aí temos outra peculiaridade de Breonne: Seu rei é decidido por sua braveza e votação dos civis.

 Atualmente, a milícia de Breonne está sob o pagamento de Hyacinth, por isso não tem mais toda a neutralidade que mantinha durante a Era da Expansão. Ao contrário de Durenor, entretanto, Breonne ainda é totalmente livre e independente.




Durenor

 
A cidade que é lar para o maior comércio de Eshmir já foi bem maior do que é hoje, até maior do que a atual superpotência Hyacinth. Agora, Durenor é conhecida por muitos como um pedaço do maior reino humano.
 O local conhecido agora por Durenor foi um grande império na Era da Expansão, sendo na época a casa dos artistas mais famosos. Durenor tinha sua economia vinda de exploração ao longo do mundo. Seus soldados sempre voltavam com valiosas descobertas que causavam grandes repercussões e evoluções na medicina e alquimia.

O reino de Durenor faliu no fim da Era da Divisão, quando Hyacinth começava a enriquecer-se. Resultado de muito dinheiro investido numa expedição que não troxe resultado, Durenor foi obrigada a aceitar uma proposta de troca de Hyacinth: O dinheiro necessário para se manter em troca de uma grande influencia sobre Durenor, além de uma pequena parte dos territórios da cidade comercial para a nova superpotência. Esse acordo foi conhecido como "Uma nova coroa" e, desde então, Durenor tornou-se praticamente um grande mercado para Hyacinth explorar.

 Durenor passa por sérios conflitos políticos internos por conta de escândalos no governo, como altos impostos e sumiço de dinheiro. Outros moradores, entretanto, apoiam o governo pelo ensino gratuito de algumas artes para influenciar o aumento do comércio.
 Durenor não tem um governo hereditário como Hyacinth. Quando um rei morre, uma assembleia de ex-parceiros políticos desse rei se reúne com o rei de Hyacinth à fim de escolher um novo governante.



Hyacinth

A cidade mais rica e bem-sucedida de Eshmir foi a quinta cidade a ser fundada em Eshmir,  e enriqueceu através de diversos acordos políticos com outras cidades no meio da Era da Divisão. Enquanto elfos e anões disputavam entre si, Hyacinth tomou a frente dentre os reinos humanos e soube contornar a falta de comércio com as outras raças.  Estando ela numa posição de privilégio,  entre uma cidade militar e uma comercial, tratados e empréstimos inteligentes resultaram no mais poderoso reino existente, fato indiscutível. Hyacinth serve de lar para uma nobreza altamente ligada à política,  donos de grandes terras em outras cidades, um grande reforço militar de Breonne e, é claro, um superávit que orgulha seus habitantes quanto ao governo.

Como toda cidade, entretanto, existem detalhes ruins a se listar quanto a Hyacinth. A cidade no momento passa por um desentendimento em sua política após o herdeiro legítimo do trono não tê-lo assumido por conta de sua morte por envenenamento durante a coroação. O próprio ex-assistente do atual rei de Hyacinth apontou-no como o assassino do herdeiro do trono, mas com o apoio da nobreza que o atual rei possui, o sujeito foi desmentido. Mesmo que o fato tenha ocorrido no fim da Era da Divisão, ele repercute até os tempos atuais.

A economia de Hyacinth, apesar de sempre exemplar, teve uma certa queda após problemas com Innsmouth há alguns meses, uma vez que contavam com a importação de frutos do mar.






Deuses

Desde o meio da primeira era, perdura entre os seres o seguinte credo:

O início...  [A criação]

No início de tudo, haviam apenas seres impossíveis de serem identificados, os Weavers. Tais seres eram as presenças de determinadas forças: a Vontade, o Caos, a Bondade, a Maligna, o Tempo e a Morte.  Estes conviviam em paz e sentiam-se solitários, apesar de terem a companhia um do outro. Eles tentavam criar maneiras de se reproduzir, mas tudo era em vão. Os Weavers sentiam-se infelizes com isso.

Em uma tentativa de aliviar esse sentimento, Vontade, a única Weaver que poderia dar origem a algo, decidiu começar um mundo. Nele, haviam criaturas que viviam apenas guiadas por seus impulsos naturais. Porém, Maligna não se sentia satisfeita com os seres que habitavam o mundo, então propôs uma criação que agradaria tanto a ela quanto à Bondade. Essa junção de poderes e de grandiosos esforços resultou na criação dos chamados “humanos”, que se misturaram às muitas outras espécies.

Nessa mesma época, outros Weavers também se uniram para criar, normalmente, alterações dos humanos. Um exemplo são os elfos, cujos foram abençoados com a inteligência de Bondade e a longevidade de Tempo; Ou mesmo os vampiros, influenciados diretamente por Maligna e Morte.  Contudo, Caos, que ainda estava infeliz com a falta de desordem no novo mundo, influenciou Vontade a criar criaturas que possuíam sua presença em excesso, assim como poder.

Tais criações por sua vez se espalharam pelo mundo e, mesmo jovens, ainda eram poderosas o bastante para criar algo baseado no que já existia. Dessas criações surgiram novos seres, que assim como grande parte dos outros já existentes, veneravam as três existências, considerando-as divinas.

Os Weavers estavam disputando suas presenças no novo mundo, assim como em suas criaturas. Maligna, que representava todas as forças ruins, injetou sua essência nos seres criados por Nyarlathotep, Azathoth e Cthulhu. O excesso da presença perversa pregou a atenção de Bondade, cuja não o aprovava.

As três criações de Caos tornaram-se poderosos a ponto de confrontar os outros Weavers, dando início a uma guerra. Nyarlathotep, Azathoth, Cthulhu e seus súditos então começam a disputa com os Weavers, contudo, com os seis cooperando, conseguiram derrotar seus inimigos; Nyarlathotep é expulso para o vácuo, enquanto Azathoth foi expulso para outra dimensão, o “Abismo”. Quanto a Cthulhu, este havia se fortalecido tanto que não era mais possível o banir ou mesmo matá-lo. A solução encontrada por Bondade foi enfeitiçá-lo para que dormisse para sempre.

O abismo

Depois da guerra, o povo de Cthulhu se dispersou pelos mares. Os Profundos, povo de R'lyeh, agora eram o povo dos mares, de todos eles. Os humanos, depois de tudo aquilo, não mais cultuavam Cthulhu e Azathoth, os quais foram esquecidos com o passar dos anos.

Séculos sem a interferência dos Deuses Anciões ou também dos Weavers, as raças de Eshmir desenvolveram-se e ramificaram-se pelo mundo, dando início a uma nova cultura da qual divergia de tudo o que havia passado.

Após eras de vida em Eshmir, os Weavers perceberam que aquela dimensão não aguentaria tantas almas pecaminosas, assim, Morte sugeriu exilar os espíritos pecaminosos para a mesma dimensão da qual Azathoth fora exilado. Tal sugestão foi apoiada por Bondade e Maligna, convencendo Vontade a executar o novo método de punir almas. Desde este dia, todas as almas pecaminosas passaram a ser enviadas para o Abismo.


Mas isso foi há milhares de anos atrás...


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